7.8.06

 

Um poema à segunda-feira (RPS)

E Aprendemos
Após um tempo,
Aprendemos a diferença subtil
Entre segurar uma mão
E acorrentar uma alma,
E aprendemos
Que o amor não significa deitar-se
E uma companhia não significa segurança
E começamos a aprender...
Que os beijos não são contratos
E os presentes não são promessas
E começamos a aceitar as derrotas
De cabeca levantada e os olhos abertos
Aprendemos a construir
Todos os seus caminhos de hoje,
Porque a terra amanhã
É demasiado incerta para planos...
E os futuros têm um forma de ficarem
Pela metade.
E depois de um tempo
Aprendemos que se for demasiado,
Até um calorzinho do sol queima.
Assim plantamos nosso próprio jardim
E decoramos nossa própria alma,
Em vez de esperarmos que alguém nos traga flores.
E aprendemos que realmente podemos aguentar,
Que somos realmente fortes,
Que valemos realmente a pena,
E aprendemos e aprendemos...
E em cada dia aprendemos.

Jorge Luis Borges

Comments:
Belas palavras para um início de semana...
 
Este poema parece uma oração...
E até fere de tão real.
 
Muito bom.
besote
G
 
RPS,

Adorei.
Só não gostas de Rosa Lobato de Faria, já sei.
Nunca as mãos te doam, poesia podes pôr sempre.
Reduzindo no futebol, se necessário...eh...eh...eh...
 
Lindo! Cheio de sabedoria...

Ou seja, tudo o que não nos mata FORTALECE-NOS! Esta é a minha máxima.
 
aprendemos.....
jocas maradas de tempo
 
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Poema



Segunda-Feira Santa de Peão



Sábado é Dia de Jejum

O Sabat sem trabalho algum

Domingo é Dia do Senhor

Cerveja, macarrão, aspirador

Mas segunda-feira santa meu irmão

É dia de marmita e de peão

Do operário em construção

De começar tudo de novo

Do arroz, feijão, salada e ovo

Segunda-feira é sempre assim

A semana a recomeçar do fim



O Sabat exige concentração

Guardá-lo é luz e condição

Mas logo viça o belo domingo

Macarrão na sogra e xingo

E a esperança viça e abunda

E o ruflar auroral da segunda

Trânsito, fila, péssima condução

Trabalho, suor, holerite, patrão

Que um salário nos redunda

Mas tem valor a segunda-feira

Ela será santa a vida inteira



Domingo é pipa com cerol

Bebemorar de sol a sol

Escola dominical, cunhado

Ainda tem jogo de futebol

Mesmo o Corinthians derrotado

Esperança ainda sempre há

Torcer para o Guaratinguetá

Mas segunda-feira o bicho pega

A faca não é amolada, é cega

Mas o peão tem que trabalhar

Se não o bicho vai pegar



Segunda-feira é sempre assim

Você se alegra por trabalhar

Mesmo com Sampa tão ruim

A herança maldita do Alckmin

Pra sobreviver tem que se virar

Ser peão, honrado trabalhador

Tem a família, emprego, amor

Que segunda-feira é mesmo santa

Prover o almoço, a janta, a fé

E o sonho preso na garganta:

Aposentar, voltar pra Itararé

-0-

Silas Correa Leite

www.itarare.com.br/silas.htm

E-mail: poesilas@terra.com.brEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo

Blogues:

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(Poema da Série “Verás Que Um Filho Teu Não Foge a Luta”)
 
Este poema parece uma oração...
E até fere de tão real.[2]
 
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