23.1.06

 

Do que o vice versa

Alegre provou hoje que vale muito mais no país que no PS. Um milhão e tal de votos, a meia décima da segunda volta.

Conseguiu-os à margem dos partidos. Aplicá-los no seu partido, numa putativa oposição interna do PS, seria pois uma traição às ideias que o próprio defendeu.

Alegre perdeu para Sócrates à primeira volta por 7-3. O facto de ganhar na segunda volta por 3-0 não chega para seguir em frente. No PS, caso arrumado para Alegre.

E para Sócrates. Como disse Pulido Valente à RR, Sócrates tem o partido na mão. Ganhou-o há pouco tempo e com ele venceu o país anteontem. Mas no PS, a arrogância e a desmesura paga-se caro. Atropelar Alegre num directo televisivo daria ao poeta mais duas décimas eleitorais.



Nas eleições mais sebastianicas de sempre, Alegre só poderia ficar bem cotado. A tendência dos portugueses para o lirismo ainda dá votos. O vice desta contenda versa a utopia, a flama desprovida de conteúdo e o patriotismo. Isto também vale para um povo.

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